Passeio pela Île de la Cité em Paris

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Encravada no coração de Paris e banhada pelo rio Sena, a Île de la Cité foi determinada a ser o marco-zero da França, ponto inicial para demarcar as estradas e calcular as distâncias quilométricas entre as cidades. Segundo registros, os primeiros habitantes da pequena ilha eram os gauleses da tribo Parisii, no ano 250 A.C.
Após muitas guerras, ocupações e modificações, a ilha se transformou, na metade do século XIX, em sede administrativa do governo francês e centro de turismo. Não é à toa que a ilha seja chamada de a cabeça, o coração e a medula de Paris.

Nesse pequeno pedaço de terra estão concentrados quatro monumentos que podem ser visitados a pé porque estão próximos: a Catedral de Notre-Dame, mais representativa do turismo parisiense dentro da ilha, o Palácio da Justiça, a Santa Capela “Sainte Chapelle” e a Portaria “Conciergerie”. Relataremos em breve mais detalhes sobre cada um dos monumentos. Mas se o tempo estiver bom, aproveite para fazer caminhada pelas praças e ruas da ilha.

Para isso, nada mais significativo do que começar o passeio pelo próprio monumento marco-zero, que fica a 30m da catedral.  No piso da praça foi fixado um medalhão de bronze com o desenho da Rosa dos Ventos. Em seu entorno, uma pedra circular está dividida em quatro partes iguais e nelas a inscrição “Point Zéro des Routes de France”, ou seja, Ponto Zero das Estradas da França. Muitos turistas fotografam os próprios pés sobre a pedra.

Contornando a igreja, atravesse pela ponte para chegar à ilha de “Saint Louis”, onde é proibida a circulação de automóveis, o que torna o passeio muito agradável. Parisienses e turistas se sentam às margens do Sena para momentos de meditação ou para bater papo sem a pressa do dia a dia, enquanto admiram a rica paisagem bucólica do rio com a arquitetura dos prédios antigos.

De volta à ilha de la Cité, siga em direção ao “Quai de la Corse”, Cais da Corsa. Próximo ao metrô Cité, o mercado de flores e plantas comercializa variadas espécies, além de artigos para jardim, mudas, sementes e vasos. Aos domingos, o que chama a atenção é a exposição de pássaros.

Continuando pelo Cais chega-se quase à outra ponta da ilha, onde foi construído o Palácio da Justiça, enorme conjunto arquitetônico que ocupa de um lado a outro da ilha. Foi a primeira moradia real da capital e depois se transformou em prisão durante a Revolução Francesa.  O Palácio abriga tanto a “Conciergerie” como a “Sainte Chapelle” que ficam respectivamente nos números 2 e  4 da mesma rua. Entrando na Sainte Chapelle, você vai admirar uma obra-prima da arte gótica e seus impressionantes vitrais.

Na ponta final da ilha, o rei Henri IV ordenou que se construísse a charmosa praça Dauphine, bem como casarões com padrão e espírito da praça real. Foram levantados 32 edifícios idênticos de tijolos, pedras brancas e arcadas, porém, com o tempo, novos prédios foram erigidos sem respeitar a arquitetura. Apesar disso, a praça ainda continua linda. A ponta da praça termina no Pont Neuf, onde se encontra a estátua de Henri IV.

Sueli Gutierrez

 

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