Grandes mulheres francesas na história

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A França está repleta de grandes mulheres, que mudaram a história do país em diversos pontos: social, cultural, político e científico.Pensando nisso, nós separamos alguma dessas grandes mulheres, para que você conheça um pouco mais de suas histórias e se inspire com elas.

Marie Curie

Marie Curie e Pierre Curie

Marie Curie foi uma grande cientista polonesa, naturalizada francesa, ela era filha de um professor de física e matemática e uma pianista. Ficou órfã de mãe aos 10 anos. Desde cedo mostrada sua inteligência acima da média quando ganhou uma medalha de ouro por ter completado o ginásio com louvor. Curie trabalhou como governanta para pagar os estudos de sua irmã, depois que ela se formou em medicina, Marie Curie teve a chance de realizar seu sonho que era estudar na Sorbonne. Em 1893 se formou em física e em 1894 em matemática.

A cientista conhece quem será o seu futuro marido Pierre Curie, em 1895, que trabalhava com pesquisas magnéticas e elétricas. Em 1898 Marie Curie descobre um novo elemento, que ela batiza de polônio em homenagem a seu país. 1900 Marie é convidada para ser professora na École Normal Supérieure, em Sèvres. Quando seu marido vira professor na Sorbonne Curie assume o cargo de assistente-chefe no laboratório dirigido por Pierre Curie.

Quando seu marido morre fatalmente depois de ser atropelado, Marie Curie assume o cargo de seu marido, sendo assim, a primeira mulher a assumir uma cadeira na universidade da Sorbonne.  Em 1911 ela também foi a primeira mulher a ser laureada com o prêmio Nobel.

Colette

Colette

Colette ficou muito conhecida na França por sua personalidade revolucionária, ela foi líder de alguns movimentos feministas e pela liberdade, se manifestando contra o conservadorismo. Pouco se sabe da juventude de Colette, aparentemente ela teria nascido em janeiro de 1873, seu pai era um capitão aposentado e sua mãe era uma amante de artes, o que fez com que ela entrasse em contato com o mundo rico da arte belga e com a política da época.

Colette se casa cedo, aos 20 anos, com Henri Gauthier-Villars, muito conhecido como “Willy”, um bissexual conhecido por sua inteligência e por ser um frequentador do submundo parisiense. Willy para estimular a inteligência de sua esposa e encoraja a escrever um livro, a dando a oportunidade de publicar um livro com o seu nome, uma oportunidade rara para uma mulher em 1900. Se primeiro trabalho foi Os romances de Claudine, que aparentemente foi escrito em condições instáveis, já que Willy trancava Collette em uma quarto até que ela tivesse escrito um trabalho de alta qualidade e que a tornaria famosa.

A bissexualidade de Colette era uma tema recorrente, seu livro Claudine na Escola foi um dos primeiros a tratar o tema lésbico. Colette fazia várias performances nos palcos parisienses, nos quais ela conheceu vários colegas e amantes da alta sociedade, homens e mulheres.

Outro tema polêmico que envolveu Colette se deu em uma de suas apresentações de teatro, em que um de seus seios foi exposto, o que gerou uma grande repercussão. Esse pequeno deslize no figurino deu espaço para movimentos de libertação da mulher. Mesmo aos 72 anos Colette não parou de produzir, tendo escrito o livro intitulado Gigi. Que virou peças de teatro e filmes mais tarde.

Colette morre em 1954 e sua morte é sentida por toda a Europa que acaba de perder uma de suas escritoras mais influentes.

Agnès Varda

Agnès Varda

Agnès é uma cineasta e fotógrafa belga, radicada francesa, muito conhecida por produções que abordam tema feministas. Agnès é uma voz importante do cinema francês, mas, infelizmente, algumas vezes esquecida.

Sua paixão inicial foi a fotografia, como pode-se notar pela forma sensível com que Varda capta expressões em seus filmes. Depois de perceber que a fotografia era um meio muito silencioso para se expressar a até então fotografa, começa a se interessar mais pelo audiovisual.

Sua carreira segue o movimento Nouvelle Vague, e seu filme La Pointe Courte, rodado quando ela tinha apenas 25 anos e nenhuma experiência, mostra elementos do radicalismo que tornaram depois o movimento relevante.

Em novembro de 2017, Agnès Varda foi a primeira mulher a receber um Oscar pelo seu conjunto de obra.

Marguerite Duras

Marguerite Duras

via New Yorkers

Marguerite Duras era conhecida como a “imperatriz das letras”, nasceu em Gia Dinh, indonésia, antiga colônia francesa, onde viveu sua infância e adolescência. Essa parte de sua história foi mais tarde mencionada em seus livros. Com 17 anos foi para França estudar Direito e Ciências Políticas na Sorbonne. Em 1935 ela se forma.

Durante a segunda guerra mundial se engaja contra os nazistas e filia-se ao partido comunista. Nessa época publica o seu primeiro romance: Uma Barragem Contra o Pacífico, em que fala de sua infância.

Outros grande livros foram O Marinheiro Gibraltar (1952) e Os Cavalinhos da Tarquínia (1953), novelas em que Duras revela sua percepção sensível da realidade. Marguerite Duras escreveu outros livros como: Moderato Cantabile (1958), Destruir, Diz Ela (1969) e a peça A praça (1955).

Em 1959 escreve o roteiro do filme Hiroshima, Meu Amor, dirigido por Alain Resnais, que teve um grande sucesso.

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