Gainsbourg-Gainsbarre: mulheres, poesia e provocação

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Serge Gainsbourg, cantor-poeta francês dos anos 1950-1970 teve um papel fundamental para, segundo ele mesmo, “perverter a juventude” e negar “submissão à autoridade”. Quebrando assim as barreiras do pudor, da moral estreita da burguesia e dos tabus, ele contribuiu preparando e acompanhando uma revolução dos espíritos, tanto política quanto cultural e social: a revolução de maio de 1968. Serge Gainsbourg, que pouco a pouco se constituiu em uma imagem dupla, “Gainsbarre”, o poeta maldito na sequência de poetas franceses do século 19 como Verlaine, Baudelaire ou Rimbaud, cultivou uma poesia íntima com diversas influências estéticas. Gainsbarre, sempre contra a corrente, despertava às vezes a admiração, às vezes o repulso. Obcecado pela sua feiura, o “homem com a cabeça de repolho”, como ele mesmo se denominava e que se tornou título de um álbum dele, foi um amante das mulheres. As mais lindas de sua época como Brigitte Bardot, Jane Birkin, Bambou, foram suas musas principais.

 

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