Caminhadas ecológicas em Paris

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Apesar de haver semelhantes problemas de engarrafamentos como em qualquer cidade grande do mundo, a França tem a preocupação de preservar e promover os pequenos pedaços de áreas verdes. E o exemplo vem da capital parisiense, que cuida de aproximadamente uma centena de parques, jardins e praças.

Não somente preserva como também incentiva os cidadãos a realizar caminhadas ecológicas pelos distritos parisienses e nos arredores. Os roteiros podem ser selecionados adquirindo os folhetos que são vendidos a 2 euros nos parques Bagatelle, Flora de Paris ou na Maison du Parc. Mesmo quem não é chegado à natureza, a mudança de ares vai propiciar perspectiva diferente do que é Paris. Também recarrega as baterias, depois de um estudo ou trabalho estafante.

 

Raridade

Além de relaxar o espírito, você descobre uma raridade da flora que muito provavelmente não vai encontrar facilmente no clima tropical brasileiro. Algumas delas são magnólias floridas, ameixeiras européias, plátanos típicos de climas temperados ou castanheiros-da-índia, apesar desta não ter origem européia. Vai descobrir também algumas curiosidades, como o castanheiro encontrado na praça du Temple, introduzido na França no século XVII que, segundo especialistas, é o pai de todos os castanheiros do país. Um dos “caminhos ecológicos” propostos pela Câmara Municipal de Paris tem saídas na praça Emile-Chautemps, no Boulevard Sébastopol. Esta é a oportunidade para aprender curiosidades históricas, piadas e informações ecológicas.

Os ornitógolos não ficam de fora dos passeios ecológicos em área urbana. Eles têm espaço privilegiado para admirar as espécies da região. A Maison des Oiseaux, na 6, rue des Arènes, listou  mais de 170 espécies habitando a capital. Ás vezes imperceptíveis, mas se encontram pendurados ou aninhados em alguma árvore da cidade.

Desde 2007 a Maison des Oiseaux está aberta a todos que queiram ser ornitólogo por um dia. Foram plantadas árvores frutíferas e arbustos floridos na praça Capitan, dentro do parque, para atrair e alimentar os pequenos voadores. A instalação de uma vidraça ajuda a acompanhar a movimentação dos pássaros, sem afugentá-los.

Podem ser encontradas as espécies Rouge-queue, nome científico Phoenicurus, Carriças ou Troglodyte mignon, no francês popular – menor pássaro europeu -, ou Capim-real, o chamado  Mésange charbonnière. A casa  oferece percursos pedagógicos com diapositivo sonoro e questionário para melhor compreender e preservar a natureza.

 

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